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Como aplicar a sustentabilidade no design de interiores?

sustentabilidade no design de interiores

Incorporar a sustentabilidade no design de interiores é essencial para ajudar na preservação do ambiente e bem-estar no lugar que vivemos. Essa tendência tem crescido nos mais diversos segmentos.

Nos interiores, a atenção com a sustentabilidade passou a considerar diversos aspectos, como a preocupação com a fabricação dos materiais, revestimentos, mobiliários, produtos e resíduos.

Entretanto, quais são os aspectos que envolvem o design de interiores sustentável? É apenas o uso e descarte de materiais? É apenas utilizar mobiliário que não foi feito por meio de desmatamento?

Pensando nesses questionamentos, preparamos esse texto com indicações de formas e meios para você aplicar a sustentabilidade em seus projetos. Então, continue a leitura e não perca nenhum detalhe!

Formas de aplicar sustentabilidade no design de interiores

Para compreender as formas de aplicar esse conceito, é necessário em primeiro lugar, entender o que de fato é a sustentabilidade no design de interiores. Esse é um trabalho que inclui cuidados que vão muito além de escolher móveis ou materiais recicláveis.

Um projeto de arquitetura sustentável busca reduzir a utilização de recursos como água, energia e matérias primas, prevenindo a degradação do ambiente causada pelas infraestruturas.

A sustentabilidade nos interiores envolve considerar toda a cadeia produtiva, desde a extração da matéria-prima, o processo de fabricação, a comercialização, a mão de obra utilizada e também o descarte e/ou reaproveitamento após o uso ou o fim da vida útil. Entretanto, ainda há mais aspectos a considerar, como a redução de resíduos e a eficiência energética por meio de ventilação e iluminação natural, assim como o reaproveitamento da água.

Escolha de materiais

A escolha dos materiais vai desde os revestimentos que serão utilizados, como também aos que compõem o mobiliário. Nesse momento, o ideal é priorizar comprar de empresas e marcas que são comprometidas com esse conceito de sustentabilidade.

Em geral, essas marcas priorizam a reciclagem e reutilização de resíduos na produção, utilizam e reformam móveis antigos ou, então, criam e fabricam novos por meio do resíduo de outros materiais e dos com fibras naturais, por exemplo.

Nesse momento, também é importante verificar o que realmente é útil, estimular o consumo consciente e não investir em aspectos desnecessários — o que é uma forma de desperdício — e sempre planejar o descarte dos materiais de forma responsável.

Reutilização de materiais

O design sustentável analisa o que já existe e como pode ser reaproveitado, reformado ou reutilizado — freando o desperdício e a geração de lixo.

Durante muito tempo a reutilização foi associada com a escassez de recursos, contudo, as tendências de decor atuais estão alinhadas com a reutilização de peças, reaproveitamento de materiais — unindo o “novo” e o “velho” e encontrando novos destinos para objetos, móveis e materiais.

Atualmente, os novos usos e a união de estilos evidencia a criatividade e a originalidade. Um exemplo muito comum disso é que um armário metálico de arquivo passou a ser repaginado e utilizado como parte de destaque da decoração, modernizando ambientes.

Carretéis, pedaços de madeira, cimento ou concreto, estruturas metálicas passaram a ser bases para mesas. Existem também exemplos de portas antigas que foram transformadas em lindas mesas, pallets foram transformados em móveis e revestimentos antigos foram utilizados para fazer pisos únicos e diferenciados.

Cestos passaram a ser usados para comportar vasos de plantas e as diversas plantas passaram a ser elementos vivos usados na decoração. Espelhos antigos passaram a ser obras de arte penduradas nas paredes. São inúmeras as possibilidades e essas estão presentes atualmente em casas e ambientes que são referência em decoração e arquitetura — e principalmente de sustentabilidade.

Planejamento visando maior eficiência energética

O melhor aproveitamento da luz natural deve ser uma preocupação tanto para a natureza, quanto para a saúde dos colaboradores, uma vez que possibilita a redução do consumo de energia elétrica e ainda estimulam positivamente a produtividade. A utilização de uma paleta de cores claras ou as divisórias em vidro ou acrílico permitem maior aproveitamento de luz externa no ambiente e reduzem a necessidade de lâmpadas acesas durante o dia.

Outra opção interessante é utilizar móveis que apresentem superfícies que favorecem a reflexão da luz. Além disso, é importante se atentar na escolha das lâmpadas, como a de LED, que são econômicas pois consomem menos energia elétrica e são extremamente eficientes. Outra forma de alcançar maior eficiência energética é utilizar os sensores de presença, pois assim as luzes ficarão acesas apenas quando houver necessidade.

Nesse quesito de economia de energia, a escolha dos aparelhos eletrônicos também é importante. Para verificar os que são mais econômicos basta consultar o selo do Inmetro, dando preferência aos que apresentam a classificação A — que é a de menor consumo energético.

Uma estratégia eficiente para reduzir a necessidade de refrigeração mecânica, ou seja, o uso de ar condicionado ou ventiladores é por meio de janelas maiores, que sejam bem orientadas de forma a favorecer a entrada de luz e a circulação de ar.

Em casos onde não é possível abrir janelas existe a ideia de criar uma solução por aberturas no teto ou próximas a ele, que proporcionam tanto um detalhe decorativo, como também é um grande aliado na iluminação e na circulação de ar. O uso de persianas, cortinas ou películas nos vidros que retêm o calor, evitando o aquecimento intenso dos ambientes, também são uma opção extremamente vantajosa e simples de adotar tanto nos projetos como nas reformas e construções.

Uso de fontes de energia renováveis

Existem diversas formas de energias renováveis, como a hídrica, a solar, a eólica, a da biomassa, entre outras. No Brasil, devido as características geográficas e o elevado índice de radiação solar, o uso da energia solar é muito indicado, sendo, inclusive, vantajosa financeiramente — mesmo diante do investimento inicial necessário. Portanto, sempre que possível, pense em meios de acrescentar essas alternativas renováveis em seus projetos.

Economia de água

Existem diversas alternativas que auxiliam a redução do consumo de água, tornando-o mais eficiente. Por exemplo, incorporar nos projetos sistemas que reduzem a pressão e a vazão em chuveiros e torneiras. Também, existem as peças arejadoras que reduzem a vazão sem demandar alterações na pressão, uma vez que os orifícios apresentam um arranjo diferenciado, que é extremamente impactante no consumo — e que são baratas, práticas e simples de instalar.

A economia de água também pode ser obtida por meio do reuso de água de máquinas e torneiras, possibilitando outros usos, ou então por meio da elaboração de uma mini cisterna que capta a água da chuva e permite o reuso em outros tipos de atividades.

A sustentabilidade no design de interiores é mais que uma tendência em alta, é uma necessidade tanto para o bem-estar das pessoas como para o planeta.

Por isso, esse é um tema de extrema importância e vasto em possibilidades, aplicações, materiais de estudo e opções. Lembre-se de que a sustentabilidade, além de ser um diferencial competitivo que você pode oferecer, é também uma contribuição para a sociedade.

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