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Arquitetura minimalista: conheça mais sobre essa tendência e saiba como aplicá-la nos projetos

A arquitetura é um campo de conhecimento e de experimentação extremamente amplo, abarcando a história de vários lugares do mundo. Diferentes estilos ganham maior destaque em determinadas épocas e locais, tanto pelas influências culturais quanto por outros fatores externos. Um exemplo disso é a arquitetura minimalista, que tem ganhado bastante força em tempos recentes.

Para quem trabalha na área, esse estilo, certamente, é visto com bastante frequência — especialmente em projetos empresariais, como os de escritórios. Depois que você conhecer um pouco mais sobre as suas qualidades e acerca da implementação, com certeza, concordará que essa é, de fato, uma excelente opção para vários projetos.

Para ajudá-lo a entender melhor, vamos falar um pouco sobre o que é minimalismo e quais são as suas características de maior destaque e dar dicas de como montar o seu próprio projeto de arquitetura minimalista. Continue a leitura!

O que é minimalismo?

O nome é bem autoexplicativo, mas também pode ser fácil de interpretar errado. De forma geral, o minimalismo é um estilo de arte que foca utilizar o mínimo necessário de componentes, por exemplo, na pintura, no teatro, na literatura ou na arquitetura e na decoração. Ele é muito associado à indústria, pois o seu foco está menos na aparência em si do que na utilidade de seus componentes.

Por exemplo, olhe para o cômodo onde está agora e para todas as coisas que há nele. Então, imagine como o espaço ficaria se você removesse alguns desses objetos e pergunte-se: “Ainda parece uma sala/quarto/escritório?”. Prossiga até não conseguir remover mais nada e você terá um ambiente minimalista.

Claro, ainda há espaço para alguma decoração, mas ela deve ser sutil e encaixar-se bem no visual limpo ao redor, como uma única figura em um quadro em branco.

Quais são os principais componentes da arquitetura minimalista?

Assim como muitos outros estilos, o minimalismo tem alguns fundamentos que o caracterizam. Os principais deles foram elencados a seguir.

Menos é mais

Melhor dizendo, o minimalismo foca “fazer mais com menos”. Como no exemplo que demos anteriormente, a intenção é remover todos os excessos do ambiente, até destilar aquilo que realmente o caracteriza. Além disso, utilizar menos componentes também torna o projeto como um todo um pouco mais barato e fácil de executar.

Funcionalidade em primeiro lugar

Outro ponto importante sobre o minimalismo na arquitetura é que, independentemente do que seja removido, o espaço deve preservar a sua função e a sua utilidade. Afinal, isso também é algo que caracteriza determinados ambientes. Não faz sentido remover um computador de trabalho de um escritório porque ele ocupa muito espaço, por exemplo.

Na realidade, esse estilo tende a favorecer mais a funcionalidade que a aparência. Se a prioridade está no essencial, então, os objetos que servem a um propósito claro no ambiente tendem a se destacar mais. Logo, você percebe como certas coisas “úteis” acabam só ocupando espaço desnecessariamente.

Ênfase na harmonia e na elegância

Por fim, mas não menos importante, também existe o aspecto estético da arquitetura minimalista. Espaços em que há menos peças de decoração, menos cores contrastantes e menos detalhes tendem a destacar mais esses objetos isolados, os quais ficariam perdidos no meio da poluição visual.

A ideia é criar um estilo que não sobrecarregue o olhar, com pontos focais muito bem definidos e que se complementam. Isso tudo ajuda a construir uma atmosfera de elegância no ambiente.

Como criar um projeto de escritório minimalista?

Ao considerar os pontos citados acima, é possível adotar o minimalismo como parte de seus projetos. Porém, ficar apenas no necessário pode ser mais difícil do que você imagina, especialmente para quem está muito acostumado com “certos extras”.

Para ajudá-lo, listamos aqui alguns passos que vão direcioná-lo a montar um projeto de escritório minimalista. Confira!

Avalie o espaço disponível

O ponto de partida para qualquer projeto é saber qual é a planta do lugar e o que você tem à sua disposição para trabalhar. Dessa forma, será viável entender melhor quais são as suas limitações e como você pode contorná-las para extrair o máximo de benefícios do local sem comprometer o seu visual ou a sua utilidade.

Você pode fazer isso apenas conferindo os detalhes da planta, caso ainda esteja em construção, ou observando o cômodo diretamente, caso esteja finalizado.

Defina o que será absolutamente necessário

É aqui que a arquitetura minimalista começa a ganhar forma. Com um espaço útil esclarecido, assim como a sua finalidade (um escritório), você pode começar a listar todos os componentes que considera indispensáveis, tanto em termos visuais quanto em termos de funcionalidade.

Sempre se pergunte qual é a necessidade à qual cada item atende e como ele se encaixa nos demais, preservando a atmosfera de harmonia e de elegância que você deseja implementar.

Considere tudo que pode ser removido

Mesmo depois de listar apenas o que será necessário, ainda é uma boa ideia passar um “pente fino” na lista mais uma vez. Depois de experimentar algumas ideias e compará-las, reveja a utilidade de cada item, confira se ele pode ser integrado a outra parte ou se produz alguma poluição visual. Você vai se surpreender com quantas coisas mais podem ser removidas, mesmo tendo cuidado na hora de listá-las.

Dê preferência a materiais de “aparência limpa”

A escolha do material de cada móvel e de cada componente também é uma parte importante do minimalismo. Como já dissemos, a ideia é criar um visual limpo, o que é mais fácil com determinados materiais. Porcelana, plástico, cerâmica, entre outros do tipo, quase sempre têm uma cor sólida e são encontrados em um formato simples. Móveis de madeira e compensado ainda podem ser usados, desde que pintados ou cobertos para combinar com a estética do local.

Use móveis que escondem os excessos visuais

Mesmo com todos os cortes, algumas coisas ainda têm que ficar, sendo os fios de computador os maiores exemplos. Para evitar que eles atrapalhem a harmonia visual, você pode escolher mobílias e estruturas que ajudem a esconder essas partes. Se forem discretos o suficiente, eles não causarão nenhuma poluição visual.

Agora, você já conhece um pouco mais da arquitetura minimalista e de suas características. Saiba, por fim, que esse é um estilo que está ganhando bastante espaço no Brasil nos últimos anos, tanto pela sua eficiência quanto pela sua qualidade.

Achou essas informações úteis? Então, compartilhe este post em suas redes sociais e ajude mais pessoas a conhecerem o minimalismo na arquitetura.

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