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Arquitetura hospitalar: quais cuidados tomar e como humanizar os projetos?

arquitetura hospitalar

A arquitetura hospitalar, por muitos anos, seguiu conceitos tradicionais. Sendo espaços amplos, com móveis claros, paredes em cores pastéis, e atendimento ágil.

Conforme as pesquisas clínicas mostraram a importância da humanização, os hospitais se reinventaram, prezando o bem estar somado a recuperação do paciente. Percebeu-se que a hospedagem hospitalar idealmente deve buscar refletir, ao máximo, o conforto que o paciente tem em sua casa.

Desse modo, é possível melhorar o seu humor e sua motivação, fatores essenciais para o sucesso dos tratamentos. Ficou interessado? Então, acompanhe o nosso post!

O que considerar na hora de elaborar projetos de arquitetura para hospitais?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece critérios essenciais a todo o projeto de arquitetura hospitalar. Todos eles devem ser seguidos integralmente, sob o risco de interdição do local. Para isso, foi estabelecido que todo o planejamento de uma edificação com finalidade assistencial de saúde deve conter as seguintes etapas:

  • proposta assistencial;
  • programa de necessidades;
  • estudo preliminar;
  • projeto básico;
  • projeto executivo.

As regras para cada um desses pontos são muito claras e estão na RCD 50/2002, e abrangem tanto o projeto estrutural quanto a arquitetura de interiores. Vamos resumi-las aqui, mas não deixe de conferir a própria regulamentação para se certificar de cumprir todos eles.

Proposta assistencial

O objetivo desse documento é levantar todas as atividades que serão feitas no edifício. Dessa forma, fica mais fácil compreender os requisitos da construção. Ele deverá contemplar os seguintes aspectos:

  • serviços de saúde prestados;
  • os processos de assistência à saúde;
  • os processos de apoio à assistência à saúde;
  • as atividades de assistência à saúde;
  • as atividades de apoio à assistência à saúde.

Programa de necessidades

Essa etapa deve levantar todas as condições necessárias para a funcionalidade e a continuidade dos serviços de assistência à saúde. Então, deverá relacionar cada atividade hospitalar a um ambiente determinado. Deve-se, portanto, deixar claro onde serão realizadas as cirurgias, os procedimentos invasivos, as internações, a farmácia etc.

A norma exige que o projeto explicite como as especificidades da edificação cumprirão as necessidades de cada atividade. Além disso, deve também especificar como toda a construção contribuirá com a assistência à saúde. De acordo com as melhores práticas de saúde atuais, esse será o momento em que se demonstra a capacidade do projeto de gerar conforto e bem-estar para o paciente.

Estudo preliminar

É a etapa em que se deve avaliar o risco sanitário e ambiental da construção, tendo em vista as atividades que serão realizadas na unidade. Para isso, é preciso fazer um relatório com todos os riscos, classificá-los em relação à gravidade e à probabilidade de ocorrência, além de indicar as medidas para mitigá-los.

Por conseguinte, o estudo terá de cumprir os seguintes requisitos:

  • demonstrar a relação entre a disposição do ambiente e as atividades nele realizadas;
  • evidenciar a relação dos ambientes com os fluxos de trabalho;
  • fazer uma avaliação da compatibilidade da construção com o terreno e com eventuais edifícios anexos.

Projeto básico

O projeto básico é uma espécie de resumo de todos os dados levantados acima. Nele, devem constar todos os elementos importantes para a compreensão dos conceitos utilizados anteriormente em relação às soluções de engenharia e de arquitetura.

Projeto executivo

O projeto executivo é o documento final e deve ser uma consequência das análises das etapas anteriores. Nele, todos os detalhes técnicos do produto final, assim como as metodologias de execução da obra, deverão estar explicitados de forma objetiva e com todos os elementos necessários para a interpretação.

Quais são as melhores práticas de arquitetura hospitalar?

A seguir, vamos explicar os principais pontos para o sucesso da sua estratégia de arquitetura para hospitais.

Iluminação

Nos hospitais, os pacientes podem reduzir bastante o seu contato com a luz solar. Ademais, frequentemente, nas enfermarias as luzes ficam acesas durante o período noturno. Isso pode comprometer bastante o ciclo de sono do paciente, assim como a qualidade do descanso. Esse problema pode provocar fadiga e transtornos do humor.

Para mitigá-lo, elabore um projeto que permita a entrada de luz natural durante o dia, pois nossa fisiologia está mais adaptada a ele. Em relação à luz artificial, prefira a iluminação difusa com tons de branco quente. A luz direta e branca fria devem ser reservadas somente para melhorar a visualização dos procedimentos pelas equipes.

Conforto termoacústico

Outro ponto importante é a manutenção de uma temperatura confortável. Tanto o calor quanto o frio desencadeiam reações fisiológicas muito incômodas, especialmente em quem está com a saúde comprometida. Além disso, o ambiente deve ajudar na prevenção de distúrbios da regulação da temperatura, como a hipertermia e a hipotermia.

Outra preocupação deve ser o conforto acústico, pois os sons são uma das principais fontes de estresse para os pacientes. Em casos mais graves, eles podem provocar a agitação e delírios nos pacientes — uma condição conhecida como delirium.

Prevenção de infecções

As infecções hospitalares são o maior receio de todo gestor de saúde. Elas representam a principal causa de mortalidade dentro do ambiente assistencial, e o tratamento tem ficado cada vez mais difícil devido à resistência bacteriana.

Por essa razão, a prevenção é a medida mais eficiente. A arquitetura pode auxiliar nesse sentido com as seguintes ações:

  • escolha de materiais esterilizáveis ou desinfectáveis para o mobiliário, piso e revestimentos;
  • ventilação adequada que evite a recirculação de ar;
  • áreas protegidas e restritas para o descarte de resíduos biológicos, entre outras.

Ergonomia

Por fim, temos de falar sobre a ergonomia, tanto do trabalhador quanto do paciente. Sem um mobiliário adequado, há uma maior chance de erros durante a execução de procedimentos ou de preenchimento de informações. Além disso, o desconforto predispõe ao estresse no trabalho e à insatisfação. Potencialmente, isso pode se refletir na qualidade do atendimento.

Em relação ao paciente, é importante perceber que ele passará a maior parte do seu dia em camas e sofás. Dessa forma, esses móveis devem ser pensados para seu conforto, a fim de evitar dores, úlceras de pressão e outros problemas. Além disso, o mobiliário destinado aos acompanhantes, seja dentro do quarto ou nas salas de espera, também devem ser acolhedores, focados no bem-estar.

Quais são os principais cuidados que você deve tomar?

Provavelmente, o principal cuidado deve ser o cumprimento estrito das leis e regulamentações do Ministério da Saúde. Para que não haja nenhum erro nesse sentido, a Anvisa criou vários manuais, os quais podem ser acessados neste link.

Por mais que tenhamos falado das principais regras no nosso post, é sempre importante conferir diretamente a legislação a fim de evitar qualquer penalidade, como multas e interdições. Além disso, você também sempre deverá pensar no conforto dos pacientes e dos profissionais. Estes devem ter todas as condições ergonômicas para as suas tarefas, enquanto aqueles devem se sentir como se estivessem em casa, tanto quanto for possível.

Portanto, a arquitetura hospitalar apresenta vários desafios, os quais podem ser superados com escolhas inteligentes. Nesse sentido, a escolha do mobiliário se torna uma ação essencial. Então, é sempre bom contar com fornecedores especializados no assunto. Nós da F.WAY trabalhamos com uma linha completa de soluções corporativas para que você ofereça o máximo de conforto em seus projetos.

Agora, saiba também sobre a arquitetura corporativa e como ela pode auxiliar seus clientes.

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