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Arquitetura e acessibilidade: entenda como combinar esses dois elementos

Há muitos profissionais e campos de conhecimento que afetam como as pessoas percebem e aproveitam o espaço a seu redor, seja no trabalho, em casa, seja no escritório ou em locais públicos. A arquitetura é um forte exemplo disso, pois ela define boa parte de como as pessoas interagem com esses espaços. Para garantir uma experiência mais positiva, é preciso pensar em arquitetura e acessibilidade ao mesmo tempo sempre.

A questão da acessibilidade fica bem clara quando uma pessoa com deficiência tenta usar o mesmo espaço. Aqueles que têm problemas de locomoção podem se acidentar mais facilmente, enquanto pessoas com dificuldade de visão ou audição terão mais dificuldades para se localizar adequadamente. Bons arquitetos sabem dessas dificuldades e as consideram em seus projetos.

Quer entender melhor a relação entre arquitetura e acessibilidade? Então, acompanhe e confira mais sobre o tema.

Por que é importante pensar em arquitetura e acessibilidade em conjunto?

O conceito de acessibilidade não é nenhuma novidade, tendo relevância em diversos contextos. Inclusive no trabalho de arquitetura e planejamento de ambientes. Sem essa preocupação, você pode impedir várias pessoas de usar certos locais.

Alguns dos principais motivos para tornar a acessibilidade um ponto central na arquitetura estão a seguir.

Democratizar o uso do espaço

Quando não há preocupação com o acesso de pessoas com deficiência, seja ela qual for, há uma segregação automática desses grupos no uso de certos espaços. Quanto mais severas forem essas dificuldades, mais difícil será permitir um uso igualitário e bem difundido de seus benefícios.

Seja em uma empresa, em uma residência ou em uma área pública, tudo deve ser pensado de acordo com as possíveis limitações de quem for usar esses espaços. Só assim é possível promover a integração de todos os grupos.

Melhorar a qualidade de vida

Mesmo sem um ambiente totalmente adaptado, várias pessoas com deficiência e idosos conseguem usar diversos ambientes normalmente. Contudo, tudo isso vem com um grande custo em esforço, tempo e/ou saúde. Tudo é mais inconveniente para esses grupos, o que pode ter um efeito negativo em sua qualidade de vida.

Essas adaptações são feitas justamente para que todos possam usar esses espaços sem ter que abrir mão de seu bem-estar no dia a dia. Com o tempo, esses benefícios quase imperceptíveis começam a fazer uma grande diferença no humor, no trabalho e nas relações pessoais.

Evitar problemas legais

A acessibilidade é um direito garantido por lei. Portanto, em ambientes onde pessoas com deficiência e idosos tendem a circular, é necessário implementar medidas de acessibilidade exigidas por lei. Caso contrário, você pode sofrer um processo civil, assim como ocorreria se houvesse algum problema de segurança, por exemplo. No fim das contas, unir arquitetura e acessibilidade pode ser mandatório, especialmente em espaços de uso comum, como áreas públicas ou empresas.

O que a lei diz sobre a acessibilidade?

O principal texto legal que diz respeito a arquitetura e acessibilidade é a Lei nº 10.098, a qual define algumas normas gerais e critérios básicos para acessibilidade das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A ideia aqui é menos a de adaptar um espaço para uma necessidade específica, mas sim considerar que as dificuldades ocorridas com esses grupos são resultados de barreiras no ambiente, as quais devem ser removidas.

Entre os principais pontos envolvidos na garantia da acessibilidade, podemos destacar os abaixo.

Espaçamento e medidas

A lei estabelece algumas medidas para diversos componentes do espaço. Por exemplo:

  • circulação de largura mínima de 90cm e altura de 2,10m;
  • os corredores devem ter 1,20m de largura para conversões de 90º;
  • vãos de porta de, no mínimo, 80cm e diâmetro de 1,50m para conseguir manobrar cadeiras de rodas com facilidade, em 360º, em qualquer ambiente.

Rampas e elevadores

Se é necessário qualquer deslocamento vertical, é obrigatória a presença de rampas e elevadores em pontos estratégicos, para garantir que pessoas com dificuldade de locomoção possam fazê-lo facilmente. Escadas não são a melhor opção para várias pessoas.

Barras de apoio e móveis adequados

Especialmente para idosos, ter barras de apoio e móveis adequados é fundamental para evitar acidentes. Especialmente em escadas e rampas, ou qualquer local que apresente risco de queda, há benefícios com a instalação das barras. Quanto aos móveis, eles devem facilitar o dia a dia.

Revestimento

Pisos podem ser revestidos com materiais específicos para aumentar o atrito e reduzir as chances de queda. Assim, mesmo que um espaço não tenha sido projetado com piso antiderrapante, ainda é possível torná-lo mais seguro.

Iluminação

Luz de qualidade é essencial para a orientação de muitas pessoas. Por isso que há tanta ênfase no uso de sensores para otimizar o consumo de energia, sem reduzir a visibilidade adequada das pessoas.

Como combinar arquitetura e acessibilidade?

Após entender melhor a importância da acessibilidade, você tem a tarefa de incluí-la para seus clientes em seus projetos arquitetônicos.

Vejamos algumas formas de fazer isso!

Alternativas de orientação para diversos sentidos

Pessoas com deficiência auditiva ou visual têm bem mais dificuldade para se orientar em certos espaços, especialmente quando faltam alternativas de orientação. Para pessoas com visão prejudicada, por exemplo, existem as faixas coloridas, as quais acompanham alguma textura. Há também mapas táteis, com orientações em braile. Com mais opções, há menor risco de se perder.

Alternativas de deslocamento entre diferentes espaços

Já falamos sobre rampas e elevadores e seus papéis na acessibilidade. Contudo, é necessário ir um pouco além, pensando não só nas ferramentas em si, mas também na forma como elas são usadas para suprir essas necessidades. Mais uma vez, é uma questão de criar opções para evitar que alguém fique sem um caminho seguro e conveniente para transitar no espaço.

Clareza na comunicação de informações

Boa iluminação, orientação clara e intuitiva, direcionamento para pessoal de suporte, mapa, entre outras coisas, são muito úteis para minimizar problemas relacionados à circulação no espaço. Um direcionamento mais eficaz, com cores e outros recursos faz uma grande diferença para esses grupos.

Agora, você já entende melhor a relação entre arquitetura e acessibilidade. Mesmo coisas simples, como mudar a disposição dos móveis, já faz uma grande diferença nesse ponto. Além disso, é possível fazer projetos inovadores aplicando esse conceito.

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